MASP APRESENTA PAVILHÃO DE SOL CALERO NO VÃO LIVRE

Instalação Casa María Lionza, primeira obra da artista venezuelana apresentada no Brasil,
foi criada especialmente para o espaço sob o edifício de Lina Bo Bardi.

O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand abre ao público, em 3 de
julho, Casa María Lionza, a primeira obra da artista Sol Calero (Caracas, Venezuela, 1982)
a ser apresentada no Brasil. Criada especialmente para ocupar o Vão Livre, a instalação
convida o público a adentrar uma pequena vila colorida, onde fachadas, bancos, janelas e
portas compõem um espaço de acolhimento e encontro. A superfície arquitetônica —
murais, mosaicos e mobiliário — se torna uma tela para a pintura da artista venezuelana.
Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Laura Cosendey, curadora
assistente, MASP, o pavilhão de Sol Calero também se propõe a ser um espaço dinâmico e
integrante da programação cultural do Vão Livre. A primeira vez que a construção receberá
uma atividade será no sábado, 5 de julho, quando a artista conduzirá uma oficina gratuita
para a criação de mosaicos que integrarão a fachada externa da obra.

Calero desenvolve trabalhos que combinam elementos da arquitetura vernacular com uma
visualidade vibrante, refletindo sobre temas como identidade, pertencimento e processos
de exotização da cultura latino-americana. A arquitetura de Lina Bo Bardi (1914-1992),
responsável pelo projeto do MASP, foi uma das inspirações para a instalação concebida
por Sol Calero para o Vão Livre. Elementos como a planta circular da Igreja do Espírito
Santo do Cerrado, em Uberlândia, e os recortes de janelas de formas orgânicas do Sesc
Pompeia, em São Paulo, ambos projetos de Lina, aparecem na Casa María Lionza, criando
um diálogo com a história do edifício que abriga a instalação. Também são referências as
fotografias de fachadas da artista Anna Mariani (1935-2022), que exploram a relação entre
geometria, cor e o construtivo na paisagem urbana.


A artista concebe seus pavilhões como pinturas tridimensionais, espaços acolhedores
inspirados na atmosfera de ambientes domésticos tradicionalmente geridos por mulheres.
Os títulos de suas construções muitas vezes remetem a figuras femininas emblemáticas
celebradas em canções de salsa. A construção para o Vão Livre dá continuidade a essa
tradição, já que María Lionza é uma divindade da espiritualidade venezuelana, que traz o
sincretismo entre crenças católicas, indígenas e africanas. Associada à natureza e à
criação, María Lionza inspirou também a música popular: Willie Colón e Rubén Blades
dedicaram uma canção à sua figura.


“Sol Calero reflete sobre o imaginário de latinidade, misturando elementos de diversas
culturas e associando referências estéticas. Seu trabalho não é apenas para ser visto, não é
um espaço apartado do mundo: sua obra ganha sentido como um local de encontro e
convivência”, afirma Laura Cosendey.
Sol Calero: Casa María Lionza integra a programação anual do MASP dedicada às
Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de Santiago
Yahuarcani, Claudia Alarcón & Silät, La Chola Poblete, Sandra Gamarra Heshiki, Colectivo
Acciones de Arte, Damián Ortega, Carolina Caycedo, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich,
Manuel Herreros e Mateo Manaure, Jesús Soto e uma exposição coletiva internacional.


SOBRE A ARTISTA
Sol Calero nasceu em 1982, em Caracas, Venezuela, e vive em Berlim. Sua prática articula
pintura, instalações e projetos para espaços públicos, nos quais investiga noções de
identidade e processos de exotização cultural. Calero vem consolidando uma trajetória
internacional, com projetos em instituições e bienais na Europa e em outros continentes.
Apresentou o Pabellón Criollo, na 60a Bienal de Veneza (2024), propondo um espaço
alternativo de encontro no Giardini della Biennale. A instalação foi nomeada a partir de um
prato típico venezuelano que combina ingredientes de culturas indígenas, africanas e
europeias.
REALIZAÇÃO
Sol Calero: Casa María Lionza é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e
tem apoio da AkzoNobel.

SERVIÇO
Sol Calero: Casa María Lionza
Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Laura Cosendey, curadora
assistente, MASP
Vão Livre, Edifício Lina Bo Bardi
A partir de 3.7.2026
Diariamente das 10h às 22h
Entrada gratuita
Oficina com Sol Calero
Data: 5 de julho de 2026 (domingo), das 10h às 12h
Inscrições disponíveis em breve no site do MASP
Local: Vão Livre, Edifício Lina Bo Bardi


MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h
(entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e
domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.


Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos
Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)