Arte & Expressão – LATAMBRA https://latambra.com.br Cultura, território e identidade latino-americana Thu, 18 Jun 2026 14:48:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://latambra.com.br/wp-content/uploads/2026/02/cropped-latambra-logo-vertical-v3-32x32.png Arte & Expressão – LATAMBRA https://latambra.com.br 32 32 Ana Lígia Pimentel lança documentário ’Parintins – 72 horas’ durante o festival folclórico 2026 https://latambra.com.br/2026/06/18/ana-ligia-pimentel-lanca-documentario-parintins-72-horas-durante-o-festival-folclorico-2026/ Thu, 18 Jun 2026 14:47:59 +0000 https://latambra.com.br/?p=3781 A produção, gravada em 2025, será exibida em diversos pontos da Ilha Tupinambarana, incluindo o Bumbódromo

Uma homenagem aos torcedores de Caprichoso e Garantido. É assim que a cineasta Ana Lígia Pimentel – que concorreu no Festival de Gramado, em 2025, com ‘Os Avós’ – descreve o documentário ‘Parintins – 72 horas’, que terá sua estreia durante o Festival de Parintins, mais precisamente no Bumbódromo, na próxima sexta-feira (26/06), a partir das 15h, quando as galeras dos bois irão entrar no palco de uma das maiores manifestações culturais do Brasil.

Com uma hora de duração, o filme foi todo gravado durante o festival de 2025, com direção de fotografia de Ana Rezende, mas surgiu de uma inquietação da cineasta que, em 2022, enfrentou a fila da galera do Garantido para assistir as apresentações. “Foi minha primeira vez em Parintins, e fiquei impressionada como as pessoas ficam dias ali, debaixo de um toldinho, crianças, idosos, comendo tambaqui e quentinha, e ninguém nem aí, tudo certo. Isso mexeu muito, à época, com meu lado de artista, de cineasta e enquanto ser humano pensante”, explica Ana Lígia.

A partir daí, o desejo ficou ‘adormecido’ em decorrência de outros projetos, ganhando vida, de fato, no ano passado. “Em 2025, pouco antes do festival, resolvi escrever um argumento e apresentar à Secretaria de Cultura. Não achei que fosse dar certo, pois estava muito em cima e não haveria verba. Ana Rezende, minha diretora de fotografia, disse que viria ao Amazonas novamente gravar comigo, se fosse Parintins. Conversei com a secretaria que, prontamente, se identificou com o projeto e viabilizou a produção com pequena verba e ajuda de custo. A equipe literalmente é de duas pessoas”, conta ela.

Ainda segundo Ana Lígia, “inúmeras manifestações culturais acontecem ao redor do mundo, normal”, mas com a intensidade de Parintins, não existe. “Essa rivalidade é única. Uma das personagens, por exemplo, que é torcedora do Caprichoso, não compra tomate pra casa dela porque é vermelho. Isso não tem em outras culturas populares. Isso que me chamou a atenção e por isso fiz o filme”, salienta a cineasta.

Além da exibição no Bumbódromo, os interessados podem assistir a produção também na sexta-feira, na Estação da Cultura, na Praça da Catedral, às 16h, com 60 lugares, e o trailer oficial será exibido no Bumbódromo, às 19h, antes das apresentações dos bois. “É uma homenagem às galeras, mostrando essa ‘saga’ que é ir para Parintins, com pessoas que se endividam, que deixam suas famílias para realizarem o desejo de assistirem seus bois. O foco não são os itens, nem os bois em si, mas àquelas pessoas que fomentam essa paixão, que muito se compara ao futebol, se formos escalonar. É essa peculiaridade cultural em torno do seu condicionamento quando se é fã˜, finaliza Ana Lígia.

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MASP APRESENTA PAVILHÃO DE SOL CALERO NO VÃO LIVRE https://latambra.com.br/2026/06/10/masp-apresenta-pavilhao-de-sol-calero-no-vao-livre/ Wed, 10 Jun 2026 20:02:00 +0000 https://latambra.com.br/?p=3762 Instalação Casa María Lionza, primeira obra da artista venezuelana apresentada no Brasil,
foi criada especialmente para o espaço sob o edifício de Lina Bo Bardi.

O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand abre ao público, em 3 de
julho, Casa María Lionza, a primeira obra da artista Sol Calero (Caracas, Venezuela, 1982)
a ser apresentada no Brasil. Criada especialmente para ocupar o Vão Livre, a instalação
convida o público a adentrar uma pequena vila colorida, onde fachadas, bancos, janelas e
portas compõem um espaço de acolhimento e encontro. A superfície arquitetônica —
murais, mosaicos e mobiliário — se torna uma tela para a pintura da artista venezuelana.
Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Laura Cosendey, curadora
assistente, MASP, o pavilhão de Sol Calero também se propõe a ser um espaço dinâmico e
integrante da programação cultural do Vão Livre. A primeira vez que a construção receberá
uma atividade será no sábado, 5 de julho, quando a artista conduzirá uma oficina gratuita
para a criação de mosaicos que integrarão a fachada externa da obra.

Calero desenvolve trabalhos que combinam elementos da arquitetura vernacular com uma
visualidade vibrante, refletindo sobre temas como identidade, pertencimento e processos
de exotização da cultura latino-americana. A arquitetura de Lina Bo Bardi (1914-1992),
responsável pelo projeto do MASP, foi uma das inspirações para a instalação concebida
por Sol Calero para o Vão Livre. Elementos como a planta circular da Igreja do Espírito
Santo do Cerrado, em Uberlândia, e os recortes de janelas de formas orgânicas do Sesc
Pompeia, em São Paulo, ambos projetos de Lina, aparecem na Casa María Lionza, criando
um diálogo com a história do edifício que abriga a instalação. Também são referências as
fotografias de fachadas da artista Anna Mariani (1935-2022), que exploram a relação entre
geometria, cor e o construtivo na paisagem urbana.


A artista concebe seus pavilhões como pinturas tridimensionais, espaços acolhedores
inspirados na atmosfera de ambientes domésticos tradicionalmente geridos por mulheres.
Os títulos de suas construções muitas vezes remetem a figuras femininas emblemáticas
celebradas em canções de salsa. A construção para o Vão Livre dá continuidade a essa
tradição, já que María Lionza é uma divindade da espiritualidade venezuelana, que traz o
sincretismo entre crenças católicas, indígenas e africanas. Associada à natureza e à
criação, María Lionza inspirou também a música popular: Willie Colón e Rubén Blades
dedicaram uma canção à sua figura.


“Sol Calero reflete sobre o imaginário de latinidade, misturando elementos de diversas
culturas e associando referências estéticas. Seu trabalho não é apenas para ser visto, não é
um espaço apartado do mundo: sua obra ganha sentido como um local de encontro e
convivência”, afirma Laura Cosendey.
Sol Calero: Casa María Lionza integra a programação anual do MASP dedicada às
Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de Santiago
Yahuarcani, Claudia Alarcón & Silät, La Chola Poblete, Sandra Gamarra Heshiki, Colectivo
Acciones de Arte, Damián Ortega, Carolina Caycedo, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich,
Manuel Herreros e Mateo Manaure, Jesús Soto e uma exposição coletiva internacional.


SOBRE A ARTISTA
Sol Calero nasceu em 1982, em Caracas, Venezuela, e vive em Berlim. Sua prática articula
pintura, instalações e projetos para espaços públicos, nos quais investiga noções de
identidade e processos de exotização cultural. Calero vem consolidando uma trajetória
internacional, com projetos em instituições e bienais na Europa e em outros continentes.
Apresentou o Pabellón Criollo, na 60a Bienal de Veneza (2024), propondo um espaço
alternativo de encontro no Giardini della Biennale. A instalação foi nomeada a partir de um
prato típico venezuelano que combina ingredientes de culturas indígenas, africanas e
europeias.
REALIZAÇÃO
Sol Calero: Casa María Lionza é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e
tem apoio da AkzoNobel.

SERVIÇO
Sol Calero: Casa María Lionza
Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Laura Cosendey, curadora
assistente, MASP
Vão Livre, Edifício Lina Bo Bardi
A partir de 3.7.2026
Diariamente das 10h às 22h
Entrada gratuita
Oficina com Sol Calero
Data: 5 de julho de 2026 (domingo), das 10h às 12h
Inscrições disponíveis em breve no site do MASP
Local: Vão Livre, Edifício Lina Bo Bardi


MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h
(entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e
domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.


Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos
Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

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Exposição ‘Infância Tukano’ apresenta memórias e ancestralidade indígena na Galeria do Largo https://latambra.com.br/2026/06/04/exposicao-infancia-tukano-apresenta-memorias-e-ancestralidade-indigena-na-galeria-do-largo/ Thu, 04 Jun 2026 23:33:30 +0000 https://latambra.com.br/?p=3752 Mostra do artista Yúpury reúne dez pinturas inspiradas em lembranças da infância vivida no Alto Rio Negro.

A Galeria do Largo recebeu, na noite de quarta-feira (03/06), a abertura da exposição “Infância Tukano”, do artista indígena Yúpury. A mostra reúne dez pinturas em acrílico que retratam memórias da infância do artista na região do Balaio, em São Gabriel da Cachoeira (distante 852 quilômetros de Manaus) e apresenta ao público cenas ligadas ao cotidiano, à família e à cultura do povo Tukano.

A exposição segue aberta para visitação até agosto na Galeria do Largo, de quarta-feira a domingo, das 15h às 20h, e integra a programação da Galeria do Largo, espaço administrado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e convida os visitantes a conhecerem narrativas construídas a partir das lembranças afetivas do artista com seus avós e familiares no Alto Rio Negro.

Nas obras, Yúpury retrata paisagens amazônicas, momentos de convivência comunitária, atividades de pesca, deslocamentos pelos rios e brincadeiras vividas durante a infância. As pinturas também evidenciam a relação entre os moradores da região e os saberes transmitidos entre gerações.

Para o artista, a exposição representa a oportunidade de compartilhar experiências que permanecem vivas em sua memória. “Esses trabalhos mostram um pouco do cotidiano que vivi no Balaio, em São Gabriel da Cachoeira. Retrato as canoas, a pesca, a forma como as famílias se organizavam e as brincadeiras das crianças. É um pouco da minha vivência que estou mostrando nessas pinturas”, afirmou Yúpury.

A exposição foi desenvolvida com curadoria do artista e servidor da Secretaria de Cultura, Cristóvão Coutinho, em parceria com Carlysson Sena, da Manaus Amazônia Galeria de Arte. O conjunto das obras foi construído a partir de recordações da única viagem que Yúpury realizou, ainda criança, para visitar os avós na região de origem de sua família, experiência que marcou sua relação com a ancestralidade Tukano.

Segundo Carlysson Sena, o trabalho apresentado revela um processo artístico construído a partir da própria trajetória do artista. “Ele já vinha desenvolvendo essa pesquisa sobre as lembranças da infância no Alto Rio Negro. Quando acompanhamos a produção das obras, percebemos que existia uma narrativa muito forte sendo construída a partir dessas memórias e da relação dele com o território e com a própria história”, destacou.

Ao transformar experiências pessoais em pintura, Yúpury apresenta ao público um registro visual marcado por elementos da cultura indígena amazônica, reforçando a importância da memória, do pertencimento e da valorização das identidades originárias. A mostra também amplia o diálogo sobre a presença de artistas indígenas nos espaços de arte contemporânea da capital.

Com informações da assessoria

FOTOS: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultuda e Economia Criativa

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Marcelo Nakamura apresenta “A Bajara” em circulação por cidades amazônicas https://latambra.com.br/2026/05/28/marcelo-nakamura-apresenta-a-bajara-em-circulacao-por-cidades-amazonicas/ Thu, 28 May 2026 16:37:37 +0000 https://latambra.com.br/?p=3712 Espetáculo une música, ancestralidade e crítica social em uma imersão pelos ritmos e vivências da Amazônia, com apresentações gratuitas e oficina de carimbó em cinco municípios do Amazonas.

Amazonas – O evento celebra a diversidade musical amazônida a partir do olhar sensível do artista Marcelo Nakamura sobre o território que o forma e inspira. Sua narrativa destaca a saga do caboco ribeirinho, que resiste com força e dignidade diante do avanço desenfreado do desmatamento e das queimadas que ameaçam seu modo de vida.

Mais do que um espetáculo, a proposta revela a profundidade cultural da Amazônia — um espaço de imensa riqueza ambiental e humana — onde tradições, ritmos e histórias se entrelaçam com a floresta. Ao trazer essas vivências para o palco, o evento reafirma a importância de proteger a região, valorizando seus povos, sua biodiversidade e a potência artística que brota das margens de seus rios.

“A Bajara” é uma experiência musical que mergulha nos ritmos e histórias da Amazônia. Com sua sonoridade própria — que funde carimbó, boi-bumbá, guitarrada, beiradão, cumbia e outros elementos regionais a uma estética urbana e crítica — Marcelo Nakamura, carinhosamente conhecido como NAKA, apresenta canções que exaltam a floresta viva, os saberes ancestrais e o cotidiano ribeirinho, sempre com irreverência e poesia.

Atuando também com a educação como ferramenta para a transferência de saberes e cultura, o projeto conta com uma Oficina de Carimbó. Ambos são abertos e gratuitos ao público.

Natural de Belém (PA) e criado em Manaus (AM), o artista é autor dos álbuns Psycho Bagaceira (2015) e Naka & Os Piranha (2020), sendo considerado um dos principais nomes da cena cultural amazônica contemporânea.

Seu retorno à capital amazonense e sua passagem com “A BAJARA – Circulação 2026/PNAB” fortalecem os laços com o público local e também com o comércio, ao abrir espaço para parcerias e reafirmar sua missão artística: valorizar a Amazônia por meio da arte.

Cidades contempladas – CIRCULAÇÃO 2026

  • 30/05 – Presidente Figueiredo (AM) | Praça da Cultura, 21h.
  • Novo Airão (AM) – em breve
  • Parintins (AM) – em breve
  • Maués (AM) – em breve
  • Manaus (AM) -em breve

Projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc. Produção de Marcelo Nakamura, LD Produções Amazônicas e B15.

Com informações e fotos da assessoria

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Manaus recebe oficina “O Corpo Criador” no Casarão de Ideias https://latambra.com.br/2026/05/26/manaus-recebe-oficina-o-corpo-criador-no-casarao-de-ideias/ Tue, 26 May 2026 19:19:46 +0000 https://latambra.com.br/?p=3689 Com vivência no próximo dia 20 de junho, a oficina de Geísa Fröhlich reunirá a arte como ferramenta prática para o autoconhecimento e a expressão corporal.

Conhecer seu corpo pelo movimento é despertar a sabedoria que mora na pele, no gesto e na alma — é transformar presença em poder; é despertar, no silêncio do gesto, a linguagem secreta do corpo, onde cada movimento revela quem você é!

O Corpo Criador é uma metodologia/pesquisa/oficina desenvolvida ao longo de 20 anos de estudos pela atriz e pesquisadora de Corpo & Movimento Geísa Fröhlich. É uma experiência que te coloca em contato com seu corpo, mente e emoções por meio do corpo e do gesto.

O trabalho, que parte dos princípios da dança, teatro, yoga, comunicação, psicologia corporal, dançaterapia, entre outras ferramentas de corpo e movimento, promove o despertar da consciência física e emocional, da expressividade e da (re)conexão consigo mesmo(a).

A partir de jogos e ferramentas de corpo e movimento, com influências de Laban, Pina Bausch, Lecoq, Stanislavski, Grotowski, dança butoh, teatro físico, kundalini yoga, psicologia corporal e bioenergética, respiração consciente, dançaterapia e musicoterapia, nasce uma abordagem que conduz ao autoconhecimento e à autoexpressão.

A partir de um treinamento construído, nasce um corpo orgânico que permite, aos poucos, uma dança intuitiva, própria e livre. Como diria a bailarina Isadora Duncan: “Mover também é dançar”.

“A oficina chamada O Corpo Criador ‘raíz’ é o encontro que permite a vivência mais completa, pois os participantes têm contato com mais elementos da pesquisa. Foi ela, inclusive, que deu origem às oficinas temáticas, nas quais foco em algumas ferramentas unidas às simbologias do tema em questão, como é o caso do ‘Despertar da Deusa’, em que os arquétipos das deusas são incorporados na dança intuitiva”, revela Geísa Fröhlich.

E completa: “O Corpo Criador te leva a um mergulho em seu corpo-mente-emoção, até a liberdade de ser quem se é!”.

O CORPO CRIADOR EM MANAUS

A oficina O Corpo Criador já passou por várias cidades de SP, RJ, RS e SC, além de oficinas itinerantes em ambiente virtual — agora aporta em Manaus (AM).

Dia 20 de junho, das 15h às 21h, no Casarão de Ideias, na rua Saldanha Marinho, 717, Centro de Manaus. É voltada para artistas e qualquer pessoa que queira conhecer e conectar corpo, mente e emoção; desenvolver mais desenvoltura, foco, ritmo e se conectar com o sentir por meio do gesto.

Para quem é

A oficina permite desenvolver técnicas e ferramentas importantes do corpo e movimento, desde o despertar físico até o energético e emocional. Um trabalho em que a arte é ferramenta de autoconhecimento e autoexpressão.

Toda e qualquer pessoa que queira experimentar a arte como ferramenta de autoconhecimento; artistas que desejem conhecer e treinar sua ferramenta (corpo/emoção) para a construção de personagens; pessoas que desejam destravar sua comunicação por serem tímidas ou se considerarem travadas; e quem busca mais foco, desenvoltura, concentração e melhor expressão.

Sobre a oficineira e idealizadora do O Corpo Criador

Geísa Fröhlich é atriz, jornalista cultural, pesquisadora de Corpo&Movimento e YogueTerapeuta. A partir de mais de 20 anos de estudos, especializações e ministrando aulas por todo Brasil, nasceu sua pesquisa/metodologia/oficina O Corpo Criador, hoje parte do Instituto Escola de Sensações (espaço para reflexões, cursos e vivências voltadas para o autoconhecimento e autoexpressão). Geísa tamém é atriz de cinema, com participações em 17 filmes (cinco deles com estreias previstas para 2026 e 2027). 

Com informações da assessoria |Foto: divulgação O Corpo Criador

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Casarão de Ideias foi espaço privado mais visitado de Manaus, em 2025, por turistas domésticos e estrangeiros https://latambra.com.br/2026/05/25/casarao-de-ideias-foi-espaco-privado-mais-visitado-de-manaus-em-2025-por-turistas-domesticos-e-estrangeiros/ Mon, 25 May 2026 21:35:36 +0000 https://latambra.com.br/?p=3677 O dado foi divulgado pela AmazonasTur durante o Fórum Estadual de Turismo do Amazonas.

Manaus – O Centro Cultural Casarão de Ideias (CCCI) figura a lista de atrativos culturais mais visitados por turistas domésticos e estrangeiros, em 2025, de acordo com os dados divulgados pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (AmazonasTur), durante o Fórum Estadual de Turismo do Amazonas (Forestur), realizado na semana passada.

Segundo os dados apresentados, o Casarão de Ideias é o espaço privado mais visitado da capital do Amazonas, sendo 4,33% por turistas domésticos e 2,27% por turistas estrangeiros. Os números refletem a importância que o local ocupa dentro do roteiro turístico da cidade.

“Prezamos pela cultura, mas também pela história da nossa cidade. Então, quando unimos essas duas frentes o resultado é o mais positivo possível. Estamos muito felizes em dividir essa lista com importantes símbolos de Manaus como o Teatro Amazonas e o Mercado Adolpho Lisboa, por exemplo, porque coloca o Casarão em outro nível de relevância”, comenta João Fernandes, diretor do CCCI.

Inauguração – No mês de abril deste ano, o centro cultural inaugurou sua nova sede, agora, localizada no prédio da antiga Escola Estadual Saldanha Marinho, após um processo de restauro e reforma da edificação. Desde então, por lá, já passaram mais de 20 mil pessoas.

Construído em 1901, no governo de Silvério José Nery e chamado num primeiro momento de Escola Modelo, o prédio foi tombado como Monumento Histórico do Estado no ano de 1988, pelo Decreto nº 11.191, e conta com seis salas, todas localizadas em um único pavimento.

Além da sede, o Casarão de Ideias também conta com um anexo, localizado na Rua Barroso, que abriga sala de cinema, jardim café, exposição de máscaras e a loja colaborativa Reciprolab. Os dois espaços funcionam de quarta a domingo, das 15h às 21h.

Com informações da assessoria
Yago Frota/Divulgação

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O Corpo Criador” propõe experiência de autoconhecimento e despertar feminino em Manaus https://latambra.com.br/2026/05/12/o-corpo-criador-propoe-experiencia-de-autoconhecimento-e-despertar-feminino-em-manaus/ Tue, 12 May 2026 22:26:09 +0000 https://latambra.com.br/?p=3655 Vivência une movimento, consciência corporal e expressão sensível para conduzir mulheres em uma jornada de conexão com o próprio corpo e essência.

No próximo dia 30 de maio, Manaus recebe a experiência “O Corpo Criador — Despertar da Deusa”, uma imersão conduzida por Geísa Fröhlich e Clara Vic que propõe o corpo como instrumento de presença, transformação e autoconhecimento.

A vivência integra práticas de movimento consciente, expressão corporal, sensibilização emocional e reconexão com a essência feminina, inspirada em arquétipos como Afrodite e Perséfone. A proposta é criar um espaço seguro para que cada participante atravesse processos internos por meio do corpo, despertando potência, escuta e autenticidade.

Com metodologia que une referências da dança, teatro, yoga, comunicação e psicologia corporal, o encontro convida as participantes a habitarem o próprio corpo de maneira mais intuitiva e sensível, transformando emoções em movimento e expressão criativa.

A experiência acontece no Casa da Carol, no parque 10 de Novembro em Manaus, e contará com condução colaborativa entre as facilitadoras, que trazem diferentes pesquisas e trajetórias ligadas ao corpo, à arte e à presença feminina.

SERVIÇO

Evento: O Corpo Criador — Despertar da Deusa
Data: 30 de maio de 2025
Horário: 18h30 às 21h30
Local: Casa da Carol, Parque 10 de Novembro — Manaus (AM)
Condução: Geísa Fröhlich e Clara Vic
Público: Mulheres interessadas em autoconhecimento, expressão corporal e desenvolvimento pessoal
Vagas: Limitadas

Informações e inscrições:
(92) 99884-0292

Instagram:
@geisafrohlich
@claravic

Proposta da vivência:
Experiência imersiva que une movimento consciente, expressão corporal, sensibilização emocional e conexão com a essência feminina.


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Fotojornalista Carolina Caramurú estreia exposições internacionais e lança projeto de formação fotográfica voltado à equidade de gênero https://latambra.com.br/2026/04/10/fotojornalista-carolina-caramuru-estreia-exposicoes-internacionais-e-lanca-projeto-de-formacao-fotografica-voltado-a-equidade-de-genero/ Fri, 10 Apr 2026 23:22:58 +0000 https://latambra.com.br/?p=3640 SÃO PAULO (SP) – Entre o fogo que consome a floresta e o clique que constrói autonomia de meninas e mulheres, a fotojornalista Carolina Caramurú, aos 23 anos, vive um momento que menos parece um marco de carreira e mais um ponto de inflexão. Nos meses de abril e maio deste ano, Caramurú estreia suas duas primeiras exposições individuais, conectando dois mundos: de um lado, Toulouse, na França; do outro, Novo Airão, no coração da Amazônia. Além disso, lança o projeto “Elas Clicam.”, uma iniciativa independente de fotografia documental para mulheres em territórios de vulnerabilidade social.

A agenda dupla marca o que Caramurú define como um “sinal de fumaça”, um aviso ao mundo de que seu trabalho agora assume um posicionamento firme, artístico e político. “É uma demarcação de território. A partir de agora, meu foco é fazer o que acredito e garantir que outras mulheres ocupem sempre esses espaços”, afirma a fotógrafa

A trajetória da profissional tem sido marcada por conquistas que chegam sempre em dose dupla: seus primeiros prêmios vieram em meses seguidos e, agora, suas duas primeiras exposições também. Para Caramurú, essa duplicidade simboliza um novo ciclo de força feminina e amadurecimento artístico.


Entre a Floresta e o Fogo: Um olhar que atravessa a fumaça

As exposições apresentam recortes distintos para dois continentes. Em Toulouse, no La Candela Café Culturel Associatif, serão expostas 9 obras no dia 18 de abril, a convite da associação cultural “L’Amazonie en Mouvement”. No Brasil, de 3 a 17 de maio, a Galeria Jirau, em Novo Airão, estreia exposições fotográficas no espaço, com uma seleção ampliada de 13 fotografias.

As imagens são fruto de uma presença contínua nos territórios e carregam uma carga pessoal profunda. Para Caramurú, o tema “Desmatamento e Amazônia” não é apenas um tópico de cobertura jornalística, mas uma ferida familiar.

“Minha avó morreu com problemas respiratórios no interior do Pará. Isso atravessa meu olhar e pontua a minha urgência com este tema. Essas fotos materializam meu compromisso não só com o que vejo, mas com o que vivo e sinto”, desabafa.

Projeto Elas Clicam: Invertendo o controle da narrativa

Talvez o gesto mais radical de Carolina não esteja nas paredes das galerias, mas nas mãos que ela quer formar. Com o lançamento do “Elas Clicam.”, a fotógrafa propõe uma inversão histórica: tirar mulheres da posição de objeto e colocá-las como autoras de suas próprias narrativas.

Inspirado no pensamento de Paulo Freire, o projeto nasce como ferramenta e ruptura: pequenos grupos, territórios invisibilizados, escuta ativa e, sobretudo, autonomia.

O projeto surgiu de um desconforto diante da disparidade de gênero na profissão. Dados do World Press Photo indicam que mulheres representam menos de 20% dos profissionais da área; no fotojornalismo, esse número cai para cerca de 15%.

A iniciativa oferece oficinas de fotografia documental para grupos de até 10 mulheres e meninas (a partir de 14 anos), com foco em locais de baixo IDH, periferias e comunidades isoladas. A metodologia é inspirada nos “Círculos de Cultura” de Paulo Freire, onde as participantes debatem o cotidiano para decidir o que desejam valorizar ou denunciar por meio da imagem.

“Fui uma dessas meninas. Lutei pela primeira câmera e dormi na rua em São Paulo para trabalhar. Agora, quero que elas deixem de ser objeto para se tornarem sujeitos de suas histórias”, explica Caramurú.

O projeto busca parceiros e “padrinhos” para garantir que, após as oficinas, as alunas recebam equipamentos e mentorias, criando uma ponte real com o mercado de trabalho.

Raízes e Influências

Nascida em Manaus e criada em Santarém (PA), Caramurú define o fotojornalismo como sua “metade sisuda” e a fotografia documental como seu lado sentimental. Apesar da pouca idade, já fotografou figuras públicas como Manuela D’Ávila e Luana Piovani, mas busca referências para além da técnica.

Suas inspirações vêm da literatura de Simone de Beauvoir, Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector.

“Comunicar na Amazônia é disputar narrativa. Durante décadas, fomos contados por olhares de fora, exotificados ou reduzidos a desastres. Minha maior inspiração profissional é minha avó, que administrou oito filhos e me construiu. É essa capacidade de gestão e resistência que levo para cada trabalho. O que mais quero é que Elas Cliquem”, finaliza a fotógrafa.


SERVIÇO

Exposição “Signaux de fumée” (França)
Data: 18 de abril de 2026
Local: La Candela Café Culturel Associatif, Toulouse, França
Entrada: Gratuita

Exposição “Entre a Floresta e o Fogo” (Brasil)
Data: 03 a 17 de maio de 2026
Local: Galeria Jirau (Novo Airão, AM)
Entrada: Gratuita

Projeto Elas Clicam
O que é: Oficinas de fotografia documental para mulheres e meninas de populações marginalizadas
Como apoiar: Apadrinhamento para doação de equipamentos e bolsas de estudo
Informações: elasclicam@gmail.com


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27º Festival Amazonas de Ópera apresenta produção lírica brasileira com montagem inédita de Carlos Gomes https://latambra.com.br/2026/04/06/27o-festival-amazonas-de-opera-apresenta-producao-lirica-brasileira-com-montagem-inedita-de-carlos-gomes-e/ Mon, 06 Apr 2026 20:56:00 +0000 https://latambra.com.br/?p=3632 Edição de 2026 apresenta coprodução histórica, montagem imersiva contemporânea e programação diversa em Manaus

O Teatro Amazonas se prepara para receber, de 19 de abril a 31 de maio de 2026, a 27ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO). Sob a direção artística do maestro Luiz Fernando Malheiro, o festival reafirma seu papel como um dos mais importantes centros de difusão da ópera na América Latina, trazendo ao público uma programação que une grandes clássicos do repertório, estreias modernas, ações de inclusão e uma série de recitais e concertos.

O evento é realizado com recursos da Lei Rouanet e patrocinado pelo Bradesco. O festival é organizado pelo Fundo do Festival em parceria com o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Os ingressos estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas e pelo site https://shopingressos.com.br. Os valores variam de R$ 10 a R$ 100, dependendo do setor, pavimento e espetáculo.

Para o titular da pasta de Cultura, Caio André, o festival transcende o espetáculo e se torna uma ferramenta de identidade. “Estamos muito felizes por mais uma realização do Festival Amazonas de Ópera. Esse evento já é a cara da Amazônia e do nosso maior patrimônio, o Teatro Amazonas. Ele não apenas celebra a música, mas democratiza o acesso ao belo, transformando o palco em um espaço de pertencimento para todos os amazonenses e visitantes que buscam a essência da nossa arte”, afirma o secretário.

Destaques

O grande destaque desta edição é a encenação de “Salvator Rosa”, ópera do compositor brasileiro Carlos Gomes. Em uma iniciativa sem precedentes, a montagem é resultado de uma coprodução entre o Festival Amazonas de Ópera, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o Instituto Música Brasilis.

Dedicado à pesquisa, edição e valorização da música clássica brasileira, o Música Brasilis realizou um minucioso trabalho de reedição crítica das partituras da ópera, garantindo uma versão fiel ao original e atualizada para esta apresentação histórica.

Com libreto de Antonio Ghislanzoni, “Salvator Rosa” será apresentada nos dias 15, 17 e 19 de maio, no Teatro Amazonas, com direção cênica de Julianna Santos e elenco encabeçado pelo tenor Enrique Bravo no papel-título, além do barítono sul coreano -Sunu Sun, ganhador do Prêmio Carlos Gomes no Concurso Internacional de canto Opera Cascais. O maestro Luiz Fernando Malheiro rege a Amazonas Filarmônica e o Coral do Amazonas, com exceção da récita do dia 17, que será regida por Otávio Simões.

A programação lírica do festival também conta com outra coprodução de peso, em parceria com a Cia. Lírica Disidente, do Chile. O grupo independente apresenta “Winterreise” (Viagem de Inverno), de Franz Schubert, nos dias 22, 24 e 25 de abril, no ICBEU Manaus, em um formato inovador e imersivo que promete envolver o público de maneira única.

O festival ainda reserva uma rara oportunidade para os amantes do bel canto. Nos dias 27, 29 e 31 de maio, será apresentada, em versão concerto, “La Favorite”, de Gaetano Donizetti. Grande ópera francesa em quatro atos, a obra não é apresentada no Brasil desde o século 19. O elenco reúne a mezzo-soprano Juliana Taino, o tenor Wilken Silveira e o barítono Santiago Villalba, com direção musical e regência de Marcelo de Jesus.

Outro momento de destaque na programação é a Gala Lírica, nos dias 26 e 28 de abril, que apresenta um programa variado com trechos de óperas de Puccini, Leoncavallo e Giordano, tendo a soprano Daniella Carvalho e o tenor Juremir Vieira como solistas principais.

A vocação do festival para a formação de novos públicos se manifesta em iniciativas como o “Mãos à Ópera – Prólogo”, um espetáculo aberto ao público, concebido especialmente para promover a inclusão de pessoas neurodivergentes. A apresentação acontece no dia 1º de maio, no Teatro Amazonas, com texto e concepção da soprano Daniella Carvalho.

Completam a programação as Galas Líricas, os Recitais Bradesco distribuídos ao longo da temporada, o concerto da Orquestra de Câmara do Amazonas, além de palestras formativas e ensaios gerais abertos, que reforçam o compromisso do evento com a democratização do acesso à cultura.

O 27º Festival Amazonas de Ópera reafirma a força da produção local e nacional, ao mesmo tempo em que estabelece pontes internacionais e investe em projetos inovadores, consolidando Manaus como um ponto de referência indispensável para a ópera no país.

Abertura

A abertura do festival, no dia 19 de abril às 19h, será marcada por um concerto especial em comemoração ao centenário de uma das óperas mais celebradas do repertório mundial. O Teatro Amazonas recebe seleções de “Turandot”, de Giacomo Puccini, com a soprano Eiko Senda no papel principal, ao lado do tenor Juremir Vieira, da soprano amazonense Dhijana Nobre e do baixo Luiz-Ottavio Faria, sob a regência de Luiz Fernando Malheiro.

Programação – 27º Festival Amazonas De Ópera

19 de abril às 19h, no Teatro Amazonas
Concerto de Abertura do 27º FAO
Turandot, de G. Puccini (seleções da ópera)
Coral do Amazonas
Amazonas Filarmônica

21 de abril às 19h, no Teatro ICBEU
Recital Bradesco I

22, 24 e 25 de abril às 19h, no ICBEU Manaus
Franz Schubert – Winterreise (Viagem de inverno), ciclo de canções, D.911
Cia. Lírica Disidente, Chile

23 de abril às 19h, no Teatro ICBEU
Recital Bradesco II.

26 e 28 de abril às 19h, no Teatro Amazonas
Gala Lírica
Amazonas Filarmônica

1º de maio às 17h, no Teatro Amazonas
Mãos à Ópera – Prólogo
Uma introdução Inclusiva ao mundo da ópera

3 de maio às 19h, no ICBEU Manaus
Concerto da Orquestra de Câmara do Amazonas
Orquestra de Câmara do Amazonas

8 de maio às 19h, no Centro Cultural Palácio da Justiça
Recital Bradesco III.

9 de maio às 19h, no Centro Cultural Palácio da Justiça
Recital Bradesco IV.

15, 17 e 19 de maio às 19h, no Teatro Amazonas
Salvator Rosa, de Carlos Gomes
Drama Lírico em quatro atos
Libreto de Antonio Ghislanzoni
Balé Folclórico do Amazonas
Coral do Amazonas
Amazonas Filarmônica
Otávio Simões, regência (dia 17)

23 de maio às 19h, no Centro Cultural Palácio da Justiça
Recital Bradesco V.

24 de maio às 19h, no Centro Cultural Palácio da Justiça
Recital Bradesco VI.

27, 29 e 31 de maio às 19h, no Teatro Amazonas
La Favorite, de Gaetano Donizetti (ópera em concerto)
Libreto de Alphonse Royer e Gustave Vaëz e Eugène Scribe
Coral do Amazonas
Amazonas Filarmônica

Com informações da assessoria
FOTOS: Arquivo/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

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Artes e saberes ancestrais: Borba (AM) realiza 1ª Feira de Artesanato Indígena em abril https://latambra.com.br/2026/04/03/artes-e-saberes-ancestrais-borba-am-realiza-1a-feira-de-artesanato-indigena-em-abril/ Fri, 03 Apr 2026 01:06:39 +0000 https://latambra.com.br/?p=3622 O município de Borba (AM) sediará, pela primeira vez, uma Feira de Artesanato Indígena que acontece no dia 11 de abril, com uma programação extensa que começa a partir das 8 da manhã. 

O local do evento será no Centro Social Dom José Afonso Ribeiro, localizado na rua Floriano Peixoto, s/n, ao lado da Basílica.

A ideia é potencializar o empreendedorismo indígena no município, com a formação de agentes culturais, para incentivar a comercialização de peças e artefatos produzidos pela comunidade indígena e não indígena. 

Além da feira, o evento conta também com diversas apresentações e manifestações culturais e recreativas, e com a participação das comunidades indígenas Sapucaia, Jutaí, Piranha, Kwatá, Cunhã e Jandaíra.

Pois, segundo o IBGE, Borba, é o 11º município brasileiro em extensão territorial e a primeira vila do Amazonas a possuir uma vasta população indígena. Esse vasto território abriga dezenas de povos, principalmente das etnias Mura, Sateré Mawé e Munduruku. 

As aldeias de maior expressão são: Jutaí, Igarapé Grande, Café Amargo, Tupãna, Vivino, Areial, Forno, Vila Nova, São Pedro, Fé em Deus, Piranha, Cunhã, Sapucaia, Sapucainha, Meu Sonho, Tapaji, Correa, Caua, Sitemã, Arari, Terra Preta, Mamiá, Arú e Pajurá.

A feira beneficiará diretamente cerca de 30 expositores indígenas, além de dezenas de profissionais da cadeia produtiva como técnicos, músicos e, de forma indireta, vendedores ambulantes e todo comércio local. A longo prazo, a Feira também gera renda e possibilidades financeiras para dezenas de famílias indígenas, que sofrem com as dificuldades das mudanças climáticas, invasão de terras e políticas ineficientes. 

Ainda de acordo com a organização, dentre as atividades oferecidas durante a feira estão: palestra sobre economia criativa e solidária; cadastro e recadastramento de artesãos; e emissão da carteira de artesão – uma parceria entre o Sebrae e a Secretaria Municipal de Interior e Assuntos Indígenas. Esse cadastro se estenderá por mais 2 dias.

“A realização de uma feira de artesanato indígena no município de Borba é algo inédito na cidade. Ela possibilita a valorização e preservação da cultura indígena no município e no Brasil. E a médio prazo, o projeto viabiliza uma plataforma de comércio permanente entre os povos locais e todo o Brasil”, explica Fidel Graça, um dos organizadores do evento.

“A devastação indiscriminada da floresta para pasto e o garimpo ilegal, infelizmente contribuem para o declínio da qualidade de vida desses povos. E nesse contexto, a feira de artesanato surge como uma solução para esses problemas, gerando renda e possibilitando melhorias sociais para os povos originários”, completa Fidel.

Dentre as atrações do evento, estão o coral da Basílica de Santo Antônio, sob direção de Otávio Di Borba, e a participação dos alunos da rede estadual de ensino. 

Este é um projeto contemplado através do edital de chamamento público nº 11/2024 – Fomento à Execução de Ações Culturais de Proponentes Indígenas – da Política Nacional Aldir Blanc de fomento à Cultura, do Ministério da Cultura. E tem ainda o apoio da Coordenadoria de Ensino Seduc de Borba, da Secretaria Municipal de Cultura de Borba, do Ponto de Cultura Lalu e da Funai.

Confira a programação

8h – Credenciamento 

8h30 – Abertura – Fala das autoridades 

9h00 – Palestra “Economia Criativa no Contexto do Interior”

15h – Coral de Santo Antônio 

15h40 – Atração cultural Grupo Recordasamba 

16h – Atração Cultural Grupo Gambá Camaleão 

18h00 – Apresentação do grupo Life Dance Company

19h00 – Apresentação do grupo de dança Ciranda Império Borbense

Com informações da assessoria

Texto: Alessandra Vieira

Foto: divulgação

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